Dezembro 17, 20211 comentário

Hello, Strangers II

Uma campanha feita para tocar sua carreira como dev_

O Cenário

Se você parar pra conversar com os principais líderes das empresas que desenvolvem soluções digitais, a grande maioria vai contar o mesmo problema: a dificuldade de encontrar profissionais no mercado. E pior do que não conseguir contratar é ver aquele colaborador excelente partindo com código e cuia para uma outra empresa, sem mais nem menos. E sem querer me estender muito no cenário, isso se tornou ainda pior com a pandemia. Afinal, os grandes grupos globais estão vindo no Brasil comprar os grandes talentos a preço de dólar.

Em meio a esse toma-lá-dá cá, existe a Invillia, uma gigante brasileira do setor que trabalha para 3 em cada 5 unicórnios quando o assunto é digitalização do mercado. Alguns ainda não conhecem, outros acham que ela é gringa, mas a real é que a empresa tem feito bonito por aí e isso atraiu o Grupo Compasso Uol. Com a aquisição, a tech aumentou e então voltamos ao início do papo: ela tem procurado mais talentos no mercado.

E é nessa hora que eu entro a convite de André Piva, Diretor de Inovação e amigo de décadas que a publicidade me apresentou. Eles queriam fazer uma campanha para os developers do mercado e mostrar a Invillia de forma mais forte (publicitariamente falando). Foi assim que há uns 6 meses nasceu a Campanha Hello, Strangers. Com um tom geek-cômico e bem diferente da caretice das outras techs, a comunicação estabeleceu uma identificação imediata com o developer que andava se sentindo meio estranhão na tech onde trabalhava. Sabe aquela sensação de que você não deveria estar trabalhando naquele lugar meia boca, sem objetivo e realização? É basicamente isso. Criamos 5 filmes, uma landing, diversas peças de comunicação nas redes sociais e o resultado foi incrível. A propósito, se quiser dar uma olhada, clica aqui.

Agora, estamos lançando a segunda campanha dentro do mesmo sentimento de se sentir strange. Porém, essa comunicação de agora não poderia ser apenas uma extensão do que fizemos. A gente tinha que dar um passo além. E foi pensando nesses desenvolvedores, codando na solidão das suas estações de trabalho, que me veio a seguinte ideia: esses caras parecem que estão tocando no teclado do computador.

A ideia em um tweet:

Um developer, na solidão da sua mesa de trabalho, tocando no teclado de um computador, uma música geek-cômica que fale sobre como ele se sente estranhão na tech onde trabalha.

Algoritmos & Poesia

A partir daí, a ideia precisava ser desenvolvida a ponto de ficar de pé e mostrar seu poder. O primeiro passo seria escrever o que seria a base da letra: termos hackers que se encaixassem dentro de um algoritmo de utilização pelos developers e, ao mesmo tempo, desse pano pra manga para um significado paralelo de vida.

Este foi um processo incrível feito a 8 mãos. Escrevi a base, André Piva colocou o espírito Invillia, Oswaldo Neto trocou alguns termos de programação por outros mais bacanas e Júnior Carelli transformou poesia em música. Em poucas palavras, foi basicamente isso 🙂

Hello, stranger

I’m a dev like you

Feeling completely null

Hello, there’s a code smell in the air

Maybe it’s a magic number

Or a simple bug inside my head

A dev trying to understand

Why do I feel so strange?

Troubles that haunt as waterfalls

We re not following the same paradigm

And, believe me, it really hurts

I’m lost in a bootstrap

Asking myself If I’m human

Or a dongle bad connected?

A dev trying to understand

Why do I feel so strange?

Hey, 

There’s a Greenfield

And it’s your Groundhog Day

They’ve launched a new puppet machine

That says your work is just ok

Hey, please, don’t listen to those daemons

that’s all I have to say

Hello, stranger

I’m a dev like you

working on a f* legacy code 

Hello, I’m running from a bottle neck

Maybe we can pair programming 

Do you know the absolute path?

Code bloats in the middle of nowhere

We aren’t writing the same typescripts

And, believe me, I don’t care.

Hey, 

There’s a Greenfield

And it’s your Groundhog Day

They’ve launched a new puppet machine

That says your work is just ok

Hey, please, don’t listen to those daemons

that’s all I have to say

I’m looking for trucks, bikes, cross walking

Am I failing in my captcha?

You are over engineering

Leave me in my shell

Fill your timesheet

[What? No way. They blocked my account again]

A dev that’s trying to understand

Why? Tell me why?

Why do I feel so strange?

Tocar em um teclado de computador

O segundo passo era entender se dá para tocar em um teclado de computador e o principal: saber se fica bom na prática. No Youtube, encontrei um cara do Vietnam e um outro da Rússia. Dando uma bisbilhotada na bio do Russo, descobri que ele era um developer e que tinha criado seu próprio app musical.

Estava no caminho certo, mas o ideal seria arrumar um músico geek brasileiro para fazer as coisas andarem de uma forma mais prática. Foi aí que a minha esposa disse: "conheço um músico que é bem capaz de conseguir". E foi então que conheci Júnior Carelli, um dos maiores tecladistas do Brasil (pergunte ao Google) e um sujeito tão geek a ponto de ter uma X Wing de Star Wars tatuada no pescoço e uma filha chamada Aria em homenagem à uma das grandes personagens de Game of Thrones.

Bo Burnham como inspiração

Bo Burnham é um comediante incrível que, durante a pandemia, escreveu, produziu e editou um musical inteiro dentro da sala de casa. Além disso, ele tem um humor ácido repleto de críticas sociais, o que faz com que a gente ria da nossa própria tragédia.

O raciocínio aqui foi: "se um developer fosse criar uma música para falar das suas desilusões com o trabalho que está fazendo, como seria?". E foi o que fizemos.

Hello, Strangers II
Cliente: Invillia
Head de inovação: André Piva
Concept e Criação: Rodolfo Barreto
Música: Junior Carelli, Rodolfo Barreto, André Piva e Oswaldo Neto
Produção, mixagem e masterização: Junior Carelli
Direção e fotografia: Rudge Campos
Assistência de produção: Emerson Platkev e Sara Collins
Design: Thiago Bhering
Web Design: Monique Rossomano
Programação: Erick Amaral e Caio Spoladore
Motion: Tomás Casas
Locução final: Kadu Torres
Revisão: Claudia Motta
Produção: Foggy Filmes
Marketing Manager: João Victor de Lucca
Community Manager: Maynara Santos
Aprovação: Renato Bolzan

Agosto 20, 2021Sem comentários

Tesla, seu mais novo robô e a reprogramação do seu mindset criativo.

Quem já foi meu aluno na Escola Cuca, talvez lembre de um dos exercícios de criatividade: um briefing para vender um robô. Ele pesa uma tonelada e as pessoas poderiam entrar e se deslocar de um ponto A ao B. Além disso, a velocidade podia ultrapassar os 100km/h. 

Os resultados eram sempre ultra futuristas, partindo de designs incríveis e tons de linguagem que seguiam esse lado inovador. Os alunos vendiam essa novidade com um brilho nos olhos e uma intensidade gigantesca.

No final, eu revelava que o produto se tratava - o tempo todo - de um carro e, a euforia do início se transformava em um olhar um pouco (digamos) decepcionado com o que teriam que vender.

O resultado desse exercício chegava em dois pontos: briefings que já nasciam viciados em storytellings repetitivos e mindsets programados criativamente para que isso não seja alterado. Afinal, cada mercado segue seus códigos e eles são “respeitados” como verdade absoluta. São seguidos de forma cega e praticamente sem questionamentos.

Bom, tudo isso foi apenas para falar que Elon Musk acaba de lançar um robô. E, como ele mesmo disse, “A Tesla é uma das maiores empresas de robótica porque nossos carros são praticamente robôs com rodas”. Vejam o vídeo e lembrem disso na hora de criar para seu próximo produto.

Julho 27, 2021Sem comentários

Especial 25 anos de carreira

Comecei na publicidade em Junho de 96. Para comemorar a data, resolvi contar algumas histórias sobre meu caminho até aqui. Além deste blog, todo conteúdo pode ser visto também no meu perfil do Instagram @rodwithoneeye.

Cap. I - O primeiro job da minha vida

Meu primeiro trabalho foi criar um spot de rádio para vender uma revista chamada Internet World. A "rede mundial de computadores" tinha sido oficialmente inaugurada no Brasil há apenas 1 ano e o locutor Wanderley me ensinou algo que nunca mais esqueci.

Obrigado Paulo Castro por ter me dado a minha primeira oportunidade na publicidade e a todo o pessoal da Nova Onda, produtora onde esse trabalho que eu me orgulho tanto foi feito.

Abril 27, 2021Sem comentários

Hello, Strangers. Um movimento em busca dos estranhamente talentosos.

As empresas que desenvolvem softwares e soluções digitais sabem o quanto é difícil contratar e manter os bons profissionais na casa. Por conta disso, diversos planos de carreira, incentivos, vantagens e - porque não dizer - mimos são cada vez mais comuns no mercado. 

E para mostrar que a Invillia lidera hoje uma ótima posição no ranking de empresas boas para se trabalhar, eles me convidaram para criar uma campanha. Para começar, pensei nos diversos jovens profissionais que hoje não conseguem encontrar um lugar onde se sintam bem. Se sentem meio "estranhões" dentro das estruturas, hierarquias e dia-a-dia das empresas. Esse sentimento foi transformado no conceito "Hello, Strangers", um movimento para dizer que existe uma tech fantasticamente diferente para eles trabalharem.

A partir daí, roteirizei as histórias de 05 pessoas e convidei o talentosíssimo Graubi Garcia para fazer a edição e Kadu Torres para ser a voz da campanha. Essas histórias foram transformadas em filmes de 1 minuto cada, algumas com corte para 30" e stories de 15".

As demais peças de mídia, assim como o hub com as vagas disponíveis foram criadas pela equipe incrível da própria Invillia.

Queria agradecer muito ao monstruoso André Piva pelo convite e liderança de todo projeto e a aprovação do Renato Bolzan, CEO e Mestre Jedi da Invillia. Muito obrigado!

Para saber mais, invillia.com/hellostrangers

Sobre a Invillia
A Invillia é uma multinacional brasileira que tem por objetivo ajudar empresas que revolucionam o mercado na missão da inovação contínua, criando soluções end-to-end, produtos e serviços digitais, nas tecnologias mais emergentes do mundo. Seu exclusivo Global Growth Framework foi criado para ampliar a performance de cada cliente, ao conectar dados e insights aos melhores talentos globais. Com mais de 800 colaboradores trabalhando de forma distribuída em 7 países e 130 cidades, a companhia mantém hubs estratégicos no Brasil, Portugal, Reino Unido, México e Holanda.

Hello, Strangers
Cliente: Invillia
Conceito, roteiros e direção de arte: Rodolfo Barreto
Edição e sonorização: Graubi Garcia
Locução: Kadu Torres
Website, peças extras e design: Invillia Creators
Direção Geral Invillia: André Piva
Fantasticamente aprovado por: Renato Bolzan

Julho 28, 202023 Comments

Futurexpectations

A near future exercise of what can happen when Elon Musk officially launch Neuralink.

Originally, I published this article on 07 February 2018 here

Elon Musk is known for being the owner of Tesla and SpaceX. But the entrepreneur's greatest megalomania is not making electric cars or the dream of taking mankind to Mars, but a third company called Neuralink and its project of linking computers and our brains.

Registered as a medical concept, the company's main objective is to cure diseases such as Parkinson and Alzheimer, from chips implanted in the head (which, until now, is something that has already been implemented by other research centers). However, Elon has already made it clear that he wants to go further, making the computer increase our cognitive ability.

The new service will be on air in 4 years and, when we are close to the deadline, the news will be on all media channels. We will have the classic "a lot of people against" versus “a lot in favor" and your cousin get into the bar saying: "I made a chip subscription yesterday and the guys installed the same day." Needless to say, it will be the joke of the bar table:

- What is the capital of Norway?

- Oslo.

- How much is 1527 x 63?

- 96,101

Astonished? The first big change is that your brain will be plugged into Google and, over time, you will not know if you answered "Oslo" because you learned it from your school teacher or it was the computer that blew the answer to your neuron. You just know it. And he knows everything: data, facts and so on.

So far, so good, uh? We will spend less time chasing information and more thinking about what we can do with so much data. Our new objective will focus on the power of human transformation from some raw info. Great? Maybe. We will also lose that bar chat where the conversations add up from layers of information that one knows and the other doesn't (after all, everyone will know everything). Oh, and we will not have Sunday quizzes on TV anymore.

The second step in this exercise of futurology is what makes virtual reality reach its peak, making your brain see what you want. It’s the end of couple's fights because of the sofa color. Once you purchased the furniture, it will have the gray color given to you and beige to your wife. Gotcha. And so it will be with everything from the decorating objects of your house to the color of the sky in the morning.

Cheating the brain will be the biggest weapon against heat, cold, obesity and so on. All we have to do is just click on the "I want to be cheated, thank you" option and this is the third big change. You will finish your lunch and feel an overwhelming desire to drink macadamia ice cream. Your favorite color will become blue and your next vacation will be at Kilimanjaro (just you, who have never been adventurous). Quickly, people will run the rumor that Neuralink and its competitors are selling neural induction packs for brands with the certainty of impulse-designed consumption. They will swear under the bible of Silicon Valley that it is a lie and that all their customers keep their free will. Except for the sponsored guys, of course.

Rodolfo Barreto.

Ps .: 1527 x 63 = 96.201. Never trust the system.

#neuralink #ellonmusk #science #singularity #artificialintelligence #ai

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